Placas avermelhadas, descamação e coceira estão entre os sinais mais conhecidos da psoríase. Como suas manifestações mais visíveis aparecem na pele, é comum pensar que o problema se limita a ela. Mas a psoríase é uma doença inflamatória crônica que pode ter repercussões que vão além das lesões cutâneas.
Na rotina de consultório da Dra. Sarah Brasil (CRM-PA 9710 / RQE 5241), dermatologista em Belém, avaliar a psoríase significa observar não apenas onde e como as lesões aparecem, mas também a evolução da doença e outros sinais apresentados pelo paciente. Isso é importante porque a inflamação envolvida na psoríase pode estar associada a outras condições de saúde.
O que acontece na pele de quem tem psoríase?
Na psoríase, existe uma alteração na resposta do sistema imunológico que favorece um processo inflamatório e acelera a renovação das células da pele.
Como consequência, essas células se acumulam na superfície e podem formar as placas características da doença.
Entre os sinais mais comuns estão:
- Placas avermelhadas e bem delimitadas;
- Escamas esbranquiçadas;
- Coceira;
- Ressecamento e rachaduras;
- Ardência ou dor em algumas lesões;
- Alterações nas unhas.
As manifestações podem surgir em diferentes regiões, sendo frequentes no couro cabeludo, cotovelos, joelhos e região lombar.
Por que a psoríase vai além da pele?
Porque ela não é apenas uma alteração da superfície cutânea.
A psoríase é considerada uma doença inflamatória sistêmica e pode estar associada a outras condições. Uma delas é a artrite psoriásica, que provoca inflamação nas articulações e pode causar sintomas como dor, inchaço e rigidez.

Também existem associações com alterações metabólicas, doenças cardiovasculares e outras condições inflamatórias.
Isso não significa que todas as pessoas com psoríase desenvolverão esses problemas. Significa que o acompanhamento não deve considerar somente a aparência das lesões.
Psoríase é contagiosa?
Não.
Apesar da aparência das lesões ainda gerar dúvidas e até preconceito, a psoríase não é uma doença contagiosa. Ela não é transmitida pelo toque, pelo compartilhamento de objetos, por abraços ou pelo convívio com alguém que apresenta as lesões.
Essa informação é especialmente importante porque o estigma pode afetar significativamente a qualidade de vida de quem convive com a doença.
Por que as lesões desaparecem e depois voltam?
A psoríase costuma apresentar períodos de melhora e períodos de crise.
Alguns fatores podem desencadear ou agravar as manifestações em pessoas predispostas, como estresse, determinadas infecções, lesões na pele, clima frio e seco, tabagismo e consumo de álcool.
Os gatilhos não são iguais para todo mundo. Identificar quais fatores estão relacionados às crises de cada paciente também faz parte do acompanhamento.
A psoríase tem tratamento?
A psoríase é uma condição crônica, mas existem tratamentos para controlar a inflamação, reduzir as lesões e prolongar os períodos de melhora.
A escolha depende do tipo de psoríase, da extensão e gravidade das lesões e do impacto da doença na vida do paciente. O tratamento pode envolver desde medicamentos aplicados diretamente na pele até fototerapia e medicamentos sistêmicos ou biológicos em determinados casos.
Por isso, não existe uma única abordagem que funcione para todas as pessoas.
Olhar além das lesões faz parte do cuidado
Tratar a psoríase não significa apenas fazer as placas desaparecerem. Dor ou rigidez nas articulações, alterações nas unhas e o impacto das crises na qualidade de vida também são informações importantes durante o acompanhamento.
Se você apresenta lesões avermelhadas e descamativas que aparecem repetidamente, alterações nas unhas ou suspeita de psoríase, a Dra. Sarah Brasil (CRM-PA 9710 / RQE 5241) realiza uma avaliação individualizada para investigar o quadro e orientar o tratamento e o acompanhamento mais adequados para cada caso.




