Quando pensamos em envelhecimento da pele, é comum imaginar rugas, flacidez ou manchas. Mas o processo começa antes de esses sinais aparecerem no espelho. De maneira geral, as primeiras mudanças relacionadas ao envelhecimento cutâneo começam a acontecer a partir dos 20 e poucos anos, ainda de forma bastante discreta.
Na rotina de consultório da Dra. Sarah Brasil (CRM-PA 9710 / RQE 5241), dermatologista em Belém, entender esse processo ajuda a olhar para o envelhecimento de outra maneira. A pele não muda de uma hora para outra nem existe uma idade exata em que todo mundo começa a envelhecer. As transformações acontecem progressivamente e são influenciadas tanto pelo funcionamento natural do organismo quanto pelos hábitos acumulados ao longo da vida.
O que começa a mudar depois dos 20 anos?
Nessa fase, dificilmente alguém olha para o rosto e pensa que a pele está envelhecendo. Ainda assim, alguns processos celulares começam a mudar gradualmente.
A capacidade antioxidante natural da pele começa a sofrer alterações e, com o passar dos anos, mecanismos relacionados à renovação e à sustentação da pele também passam por mudanças.
Isso explica por que começar a envelhecer não significa necessariamente parecer mais velho. Existe um intervalo entre as primeiras alterações biológicas e os sinais que conseguimos enxergar.
Por que os sinais costumam aparecer mais perto dos 30?
É comum que as primeiras mudanças se tornem mais perceptíveis por volta dos 30 anos.
Nessa fase, alterações nos processos de reparação e na produção de estruturas importantes para a sustentação da pele, como o colágeno, começam a contribuir para mudanças graduais na aparência.
Linhas finas podem ficar mais evidentes, a textura pode mudar e aquela recuperação rápida da pele característica das idades mais jovens começa a acontecer de maneira diferente.
Mas não existe uma regra. Duas pessoas da mesma idade podem apresentar peles bastante diferentes.
Envelhecer depende apenas da idade?
Não. O envelhecimento da pele é resultado da combinação de fatores intrínsecos e extrínsecos.
Os fatores intrínsecos estão relacionados ao próprio passar do tempo e às características individuais de cada pessoa.
Já os extrínsecos estão ligados ao ambiente e ao estilo de vida. Entre eles estão:
- Exposição frequente à radiação ultravioleta;
- Tabagismo;
- Consumo excessivo de álcool;
- Poluição;
- Estresse;
- Hábitos de vida.
Por isso, a idade que aparece no documento não conta toda a história da pele.
E o que acontece aos 40, 50 anos e depois?
As transformações continuam acontecendo progressivamente.
A partir dos 40 anos, processos relacionados à renovação celular e à sustentação da pele tornam-se mais perceptíveis. Com isso, alterações de textura, firmeza e linhas podem ganhar maior evidência.
Depois dos 50, a função de barreira também pode ficar mais fragilizada, fazendo com que a pele tenha mais dificuldade para manter a hidratação e apresente maior tendência ao ressecamento.
Essas mudanças fazem parte do envelhecimento natural, mas sua intensidade e o momento em que aparecem variam muito entre as pessoas.
Existe uma idade certa para começar a cuidar do envelhecimento?
Mais importante do que esperar uma determinada idade é entender como a sua pele está naquele momento.
Cuidar do envelhecimento não precisa significar tentar impedir qualquer mudança ou começar procedimentos muito cedo. Proteção solar, hábitos saudáveis e uma rotina adequada às necessidades da pele já fazem parte de uma estratégia de prevenção.
Quando existem indicações para outros tratamentos, eles devem ser pensados de maneira individualizada.
A Dra. Sarah Brasil (CRM-PA 9710 / RQE 5241) realiza uma avaliação individualizada para entender em que momento desse processo a sua pele está e quais cuidados fazem sentido para as suas necessidades, respeitando suas características e buscando um envelhecimento saudável e natural.




