Coceira que não passa, vermelhidão, ressecamento intenso e períodos em que a pele parece estar bem e, de repente, piora novamente. Esse comportamento é bastante característico da dermatite atópica, uma doença inflamatória crônica que costuma alternar momentos de melhora e de crise.
Na rotina de consultório da Dra. Sarah Brasil (CRM-PA 9710 / RQE 5241), dermatologista em Belém, reconhecer esses sinais e entender o que pode desencadear as crises é uma parte importante do acompanhamento. Isso porque a dermatite atópica não é simplesmente uma pele seca ou uma alergia passageira: existe uma alteração na barreira de proteção da pele associada a um processo inflamatório.
O que acontece com a pele na dermatite atópica?
Nossa pele possui uma barreira que ajuda a manter a hidratação e, ao mesmo tempo, dificulta a entrada de substâncias irritantes e outros agentes externos.
Na dermatite atópica, essa barreira não funciona adequadamente. A pele tende a perder água com mais facilidade e se torna mais suscetível à irritação e à inflamação.
Por isso, ressecamento e sensibilidade são características tão frequentes da doença.
Por que a dermatite atópica entra em crise?
A dermatite atópica é uma condição crônica. Isso significa que mesmo quando a pele está aparentemente bem, novos episódios podem acontecer.
Alguns fatores podem funcionar como gatilhos e favorecer uma piora, entre eles:
- Calor e suor excessivos;
- Banhos muito quentes;
- Sabonetes ou produtos que irritam a pele;
- Tecidos ásperos;
- Clima muito seco;
- Estresse emocional.
Os gatilhos não são iguais para todas as pessoas. Identificá-los ao longo do acompanhamento ajuda a entender melhor o comportamento da doença e a reduzir novos episódios.
Como reconhecer uma crise de dermatite atópica?
A coceira intensa é um dos sinais mais característicos.
Também podem surgir:
- Vermelhidão;
- Ressecamento;
- Descamação;
- Áreas mais espessas ou ásperas;
- Pequenas lesões provocadas pelo próprio ato de coçar.
As regiões afetadas podem variar de acordo com a idade e de uma pessoa para outra. Em alguns pacientes, as lesões aparecem principalmente nas dobras dos braços e das pernas, enquanto outras áreas também podem ser atingidas.
Coçar pode piorar o quadro?

Sim. E aqui pode começar um ciclo difícil de interromper.
A pele inflamada coça, a pessoa coça para aliviar o desconforto e esse atrito provoca novas agressões à barreira cutânea. Como consequência, a inflamação pode aumentar e provocar ainda mais coceira.
Além disso, coçar intensamente pode provocar pequenas feridas e aumentar o risco de infecções na pele.
O que fazer durante uma crise?
O cuidado depende da intensidade das lesões e das características de cada paciente. De maneira geral, manter a pele hidratada e evitar os gatilhos já identificados são partes importantes do controle da dermatite atópica.
Durante as crises, porém, podem ser necessários medicamentos tópicos ou outros tratamentos prescritos pelo dermatologista para controlar a inflamação e aliviar os sintomas.
Por isso, não é indicado testar diferentes pomadas ou medicamentos por conta própria, principalmente quando as crises são recorrentes.
Dermatite atópica tem controle
Por ser uma doença crônica, a dermatite atópica pode apresentar novos episódios ao longo da vida. Mas isso não significa que a pele precise permanecer constantemente inflamada.
Com acompanhamento adequado, é possível identificar gatilhos, cuidar da barreira cutânea e definir estratégias para controlar as crises.
Se você apresenta coceira persistente, ressecamento intenso ou lesões que aparecem repetidamente, a Dra. Sarah Brasil (CRM-PA 9710 / RQE 5241) realiza uma avaliação individualizada para investigar o quadro e orientar os cuidados e tratamentos mais adequados para a sua pele.




