Alopecia areata: quando a queda de cabelo pode ser um sinal do corpo

Perceber uma falha repentina no cabelo costuma gerar preocupação. Em muitos casos, a queda aparece de forma inesperada, formando áreas arredondadas sem fios no couro cabeludo ou na barba. Na prática clínica da Dra. Sarah Brasil (CRM-PA 9710 / RQE 5241), dermatologista em Belém, uma das dúvidas mais comuns nesses casos é entender se a queda pode estar relacionada a algum sinal do próprio organismo.

A alopecia areata é uma condição inflamatória que provoca queda de cabelo e pode surgir em diferentes fases da vida.

O que é alopecia areata

A alopecia areata é uma doença inflamatória associada a mecanismos autoimunes.

Isso significa que o próprio organismo passa a atacar estruturas relacionadas ao folículo piloso, interferindo no crescimento dos fios.

O mais comum é que a queda apareça em formato arredondado, formando placas sem cabelo.

As regiões mais afetadas costumam ser:

couro cabeludo
• barba
• sobrancelhas

Em alguns casos, a perda pode atingir áreas maiores.

A queda costuma acontecer de forma repentina

Uma das características mais marcantes da alopecia areata é a rapidez com que as falhas podem surgir.

Muitas pessoas relatam perceber uma área sem cabelo de forma inesperada, durante o banho, ao prender os fios ou ao olhar no espelho.

Geralmente, a pele da região permanece lisa, sem descamação ou feridas.

Estresse pode influenciar?

Pode.

Fatores emocionais, períodos de estresse intenso, traumas físicos e algumas infecções podem atuar como gatilhos ou agravar o quadro.

Isso não significa que a alopecia areata seja “emocional”, mas existe uma relação importante entre o organismo, inflamação e fatores emocionais em algumas pessoas.

A alopecia areata é definitiva?

Não necessariamente.

A doença não destrói o folículo piloso. Na maioria dos casos, ele permanece ativo, o que permite que os fios cresçam novamente.

Em algumas pessoas, o cabelo pode voltar espontaneamente. Em outras, o quadro pode apresentar novos episódios ao longo do tempo.

Cada caso tem um comportamento diferente.

Os fios podem nascer diferentes?

Sim.

Quando o cabelo volta a crescer, é comum que os primeiros fios apareçam mais claros, mais finos ou com textura diferente temporariamente.

Com o tempo, eles podem recuperar as características anteriores.

Outras alterações do organismo podem estar associadas?

Em alguns casos, sim.

A alopecia areata pode estar associada a outras condições autoimunes, como:

• alterações da tireoide
• vitiligo
lúpus

Por isso, dependendo da avaliação clínica, pode haver necessidade de investigação complementar.

Como é feito o tratamento

O tratamento depende da extensão da queda, do tempo de evolução e das características de cada paciente.

Entre as abordagens mais utilizadas estão:

• medicamentos tópicos
• infiltrações
• terapias para controle inflamatório
• estímulo do crescimento dos fios

O objetivo do tratamento é controlar a inflamação e estimular novamente a atividade do folículo piloso.

Quando procurar um dermatologista

Nem toda queda de cabelo significa alopecia areata, mas falhas localizadas e perda repentina dos fios merecem avaliação especializada.

A Dra. Sarah Brasil (CRM-PA 9710 / RQE 5241) realiza avaliação individualizada do couro cabeludo para identificar a causa da queda capilar e definir a abordagem mais adequada para cada caso.

Porque, muitas vezes, o cabelo pode ser um dos primeiros sinais de que o organismo está passando por algum desequilíbrio.

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